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omeuoutroblog

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Como é isto no depois
o não acreditar
o culpar-me, porque é que eu não estava lá
culpar-me II - tudo o que deveria ter feito diferente, tudo o que deveria ter feito e não fiz
o não dormir, ouvir o relógio a bater as horas, algo que antes não ouvia
o coração bater disparado como se tivesse estado a correr, durante as horas que não durmo - será um sinal de ansiedade?
a dormência
a raiva, porquê?
o medo, se isto aconteceu, tudo de tão terrivelmente mau pode continuar e voltar a suceder
as difíceis primeiras vezes, esta é a primeira vez no depois que vou trabalhar, ou que vou comprar o jornal, passo por este centro comercial, na vez anterior, no antes, não tinha sucedido, estava connosco, viva
a irrelevância que passa a ter o que antes pareceria bom, como ganhar o euromilhões, se eu ganhasse agora o euromilhões acho que iria chorar porque não tinha sucedido no antes quando podia dividir a felicidade por ganhar, fazer algo com o prémio pelo alguém que já cá não está
o torpor, será que já paguei este bolo que acabo de comprar? quase vou a sair sem o levar comigo, esqueço-me que o pousei sobre a mesa, esqueço-me que foi esse o objectivo que tracei, que me levou até ali
as hesitações sem sentido sobre questões do dia-a-dia nas quais posso ficar presa tempos inconcebíveis, quantas caixas de bolachas é que devo levar? duas ou três? quatro ou cinco?
se está um dia bonito, como é possível que o esteja? que pareça que tudo continua igual como se nada tivesse sucedido
dizerem-nos que é a lei da vida, como é que algo assim pode ser a lei da vida? mas ser capaz, pela idade (maturidade?) que tenho de ver sobretudo a intenção de consolar de quem o diz
como em outras situações em diferentes graus, não quero estar neste filme,
quero fugir mas sei que não é possível
pensar em ir algures, iludir-me que lá estarei melhor, saber que não será assim, a minha dor eu levo-a comigo para onde for
o que é que ajuda?
fazer algo por quem cá fica de quem gostamos e gosta de nós
fazer algo por quem foi, algo com sentido, que sabemos que gostaria
estar com quem gosta de nós, e que nos diz que gosta de nós
pensar não estamos sós
estás agora aqui comigo
escrever
pensar que em breve poderemos ir ao seu encontro
lembrar o que se fez de bem
pensar em como estava quem partiu, lembrar momentos maus normalmente por doença, preocupações, medos, para pensar já não sofre, está melhor
ter esperança, fé, acreditar
e ando também a seleccionar livros para ler
se alguém tiver outra sugestão quero saber qual é



Maria Eugénia Coelho Beltran Pepe Lopes - Geninha

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